“É a relação que as palavras estabelecem com o contexto, com a situação de produção da leitura que instaura a natureza literária de um texto [...]. A linguagem parece tornar-se literária quando seu uso instaura um universo, um espaço de interação de subjetividade (autor e leitor) que escapa ao imediatismo, à predictibilidade e ao estereótipo das situações e usos da linguagem que configuram a vida cotidiana.” (Marisa Lajolo)

Ecos do LabHum : A Divina Comédia / Espelho de Alice

Por Milene Alves

Entender a literatura através do laboratório foi um desafio no começo. Mas aos poucos a leitura é remetida a outra esfera. Nós mesmos. Conceitos, melhor deixá-los na porta, livrando-se da perfeição que só faz estragos.

É! A experiência interpelativa aproxima emoções. Tarefa nada fácil, que depende de algo cada vez mais raro, ouvir.

Participei pela primeira vez do Laboratório de Humanidades no primeiro semestre de 2011. Inicialmente fiquei muito intrigado com a proposta de, a partir da literatura, ampliar a visão humanística do profissional da saúde. Mas o que, de fato, me atraiu foi a obra a ser lida – “A Divina Comédia – O Inferno”, de Dante Alighieri. Era uma obra que já tinha ensaiado de ler por muitas vezes, e vi ali uma oportunidade para terminá-la.

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