Por Miriam Rodrigues Xavier - participante do LabHum.

Irmãos Karamázov, uns dos mais desnorteadores livros que já li, para não dizer o MAIS. Foi me recomendado na época em que estava cursando a especialização, pelo menos ha três anos atrás. Na época comecei a lê-lo.

Relato da experiência - Leitura: O Rinoceronte, de Eugène Ionesco

O Rinoceronte foi uma das peças de teatro que mais aguçaram minha curiosidade para saber “o que viria a seguir”. Tanto que li o livro em apenas dois dias. Depois, refiz a leitura de alguns trechos para discuti-los com o grupo.

Relato da vivência do livro: Grande Sertão: veredas de Guimarães Rosa

A mim, sempre que releio Grande Sertão: Veredas - de Guimarães Rosa, é tarefa árdua, embora de deleite. Muitos neologismos, complexidade de ideias, estrutura narrativa serpenteante, sem capítulos, sem tempo linear preciso, mais tempo onírico, mítico, menos, muito menos tempo cronológico.

NA COMPANHIA DE GOETHE E NELSON RODRIGUES

Comecei o laboratório antes mesmo de começar. Comecei nos comentários que ouvia e em minha curiosidade. Inscrevi-me finalmente para percorrê-lo e, de cara, tive uma má notícia; aliás, duas más notícias. Primeira, o livro tinha quase 600 páginas e, pior, ele era chato.

Livro: Os anos de aprendizado de Wilhelm Meister

O livro do Wilhem foi o carro de entrada neste gostoso laboratório, foram sem pestanejar a melhor parte da minha sexta-feira neste semestre. Não acho que o segredo para o humanizar-se esta no teatro, mas ele sim pede ser também e não só ele uma das ferramentas para a humanização.

Se o exercício da participação no Labhum envolve se ‘atirar ao precipício’, conforme sugerido nos últimos encontros, em particular na experiência afetiva, estética, entre outras, compartilhadas coletivamente a partir dos textos apreciados neste semestre

Entre Goethe e Rodrigues. “A vida como um Teatro”

Se houve alguma coisa em comum entre os livros escolhidos neste semestre laboratorial, mais além de serem belas obras literárias, foi o fato de serem livros ligados ao teatro. A paixão pelo Teatro no século XVIII e a teatralidade Brasileira do século XX prestes a invadir nosso laboratório.

“É a relação que as palavras estabelecem com o contexto, com a situação de produção da leitura que instaura a natureza literária de um texto [...]. A linguagem parece tornar-se literária quando seu uso instaura um universo, um espaço de interação de subjetividade (autor e leitor) que escapa ao imediatismo, à predictibilidade e ao estereótipo das situações e usos da linguagem que configuram a vida cotidiana.” (Marisa Lajolo)

Ecos do LabHum : A Divina Comédia / Espelho de Alice

Por Milene Alves

Entender a literatura através do laboratório foi um desafio no começo. Mas aos poucos a leitura é remetida a outra esfera. Nós mesmos. Conceitos, melhor deixá-los na porta, livrando-se da perfeição que só faz estragos.

É! A experiência interpelativa aproxima emoções. Tarefa nada fácil, que depende de algo cada vez mais raro, ouvir.

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